terça-feira, 31 de agosto de 2010

CAPOEIRA



Colégio Estadual Rotary
Itapuã: Capoeira
3° A:
Carolina Amor Divino
Érica Pereira
Lumara Oliveira
Manuela Jesus
Marina Assunção
Salvador, 01 junho 2010

Capoeira

Os grupos da capoeira de Itapoã

Camugerê
O Centro de Ensino Camugerê Capoeira deu inicio as suas atividades na noite do dia
15 de março de 2002 com um coquetel de lançamento no clube ASSALBA sob a direção do contramestre Tosta (Presidente) tendo como convidados mestres, contramestres, professores, alunos formados, alunos, amigos, colaboradores do Grupo Camugerê. A partir desta data, o CECC foi ganhando proporções já esperadas pela sua diretoria, transformando a capoeira como uma fonte de trabalho e conquistando inúmeras instituições pela forma diferenciada de desenvolver suas apresentações, aulas infantis e adultas com uma metodologia diferenciada para cada faixa etária de idade, tornando-se assim um dos grupos mais conhecidos da Bahia.
Centro Cultural Vadiação
Foi em Itapuã comunidade de Pescadores remanescentes de Índios e Quilombolas na Orla marítima de Salvador que surgiu O Centro Cultural Vadiação Capoeira uma entidade que desenvolve trabalhos voltados para o social, liderado pelo Contramestre Biriba que tem como objetivo difundir a Capoeira, preservando seus princípios, fundamentos e tradições.
O grupo foi fundado em 22 de Abril de 2001, no Centro Esportivo e Cultural Armindo Biriba (sede do grupo) em Salvador, hoje o grupo tem filial em cidades como Uruçuca, Itabuna, Piraí do Norte e Coração de Maria no estado da Bahia, Rio de Janeiro - RJ e em alguns Países como Estados Unidos, Japão, Romênia e Espanha. O grupo conta com uma equipe de Professores, Instrutores, Formados e Estagiários que estão responsáveis pelo desenvolvimento destes trabalhos em outras localidades sob a supervisão do Contra-Mestre André Biriba.

Centro Cultural Vadiação
Origem
Distribuído em pequenas povoações chamadas mocambos e com uma hierarquia onde no ápice encontrava-se o rei Ganga-Zumbi, Palmares pode ter sido o berço das primeiras manifestações da Capoeira.
Desenvolvida para ser uma defesa, a Capoeira foi sendo ensinada aos negros ainda cativos, por aqueles que eram capturados e voltavam aos engenhos. Para não levantar suspeita, os movimentos da luta foram sendo adaptados às cantorias e músicas africanas para que parecesse uma dança.
Hoje em dia, a Capoeira esta dividida nessas duas correntes, angola (a mais antiga) e regional. Os grandes gurus dessas correntes são, respectivamente, Mestres Pastinha (camugerê) e Mestre Biriba (vadiação).

Importância
Visar à integração de crianças e adolescentes à sociedade, bem como o resgate da cidadania, auto-estima e identidade cultural destes jovens por meio de arte-educação pela Capoeira e manifestações culturais afro-brasileiras afins.

ANDRÉ BIRIBA

André Santana, conhecido na capoeira como Contra-Mestre Biriba (apelido que herdou do pai, Armindo Biriba, jogador de futebol do Bahia Campeão Brasileiro de 1959). Nasceu em 78, em Salvador-BA, seu primeiro contato com a capoeira foi ainda criança na tradicional roda da Sereia de Itapuã (local onde mora). Iniciou na capoeira influenciado por amigos, em 90, teve pequenas passagens até conhecer Mestre Coentro, com quem aprendeu e se projetou, sendo graduado (Corda Azul) em 95 e iniciou um trabalho de capoeira na sua comunidade, em 99 recebeu o titulo de professor e dando continuidade a seu trabalho com a capoeira, em 2001 fundou e lidera o Centro Cultural Vadiação Capoeira. É responsável pela formação do quadro de professores, instrutores, formados e estagiários, que hoje, desenvolve trabalhos nas filiais do grupo sob sua supervisão, em 2006 recebeu das mãos do seu Mestre a graduação de Contra-Mestre (corda Vermelha). Atualmente ministra aulas na sede do grupo, no Núcleo de Inclusão Social Tia Lúcia e no Programa de Crianças da Petrobrás-SESI e vêm participando de eventos, apresentações, workshops, viagens e etc.

Salve o Mestre Bimba.
Salve, salve, Mestre Bimba era alegria.
Salve, salve,
salve o Mestre Bimba,
Salve o Mestre que me ensinou,
A jogar Santa Maria.
Salve o Mestre Bimba,
Pra jogar a capoeira,
Tem que ter cabeça fria.
Salve, salve,
salve o Mestre Bimba,
Pra jogar a capoeira,
Tem que ter cabeça fria.
Salve, salve,
salve o Mestre Bimba.

Músicas

ITAPUÃ – CAETANO VELOSO

Nosso amor resplandecia sobre as águas que se movem
Ela foi a minha guia quando eu era alegre e jovem
Nosso ritmo, nosso brilho, nosso fruto do futuro
Tudo estava de manhã
Nosso sexo, nosso estilo, nosso reflexo do mundo
Tudo esteve em Itapuã
Itapuã, tuas luas cheias, tuas casas feias
Viram tudo, tudo, o inteiro de nós
Itapuã, tuas lamas, algas, almas que amalgamas
Guardam todo, todo, o cheiro de nós

Abaeté, essa areia branca ninguém nos arranca
É o que em Deus nos fiz
Nada estanca em Itapuã
Ainda sou feliz
Itapuã, quando tu me faltas, tuas palmas altas
Mandam um vento a mim, assim: Caymmi
Itapuã, o teu sol me queima e o meu verso teima
Em cantar teu nome, teu nome sem fim
Abaeté, tudo meu e dela
A lagoa bela sabe, cala e diz
Eu cantar-te nos constela em ti
Eu sou feliz
Ela foi a minha guia quando eu era alegre e jovem

TARDE EM ITAPUÃ - DORIVAL CAYMMI

Um velho calção de banho
Um dia prá vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar...
Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha...
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda rodar
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais...
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom!...
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...(2x)

ITAPUÃ @ANO 2000 – DANYELA MERCURY

Em meio ao cenário futurista pobre das areias
Pavimentadas da lagoa do Abaeté
Em meio pôr-do-sol technicolor,
Influência de mercado, identidade nacional
Abaeté “surfa na rede” ouvindo som
E suingue do bloco afro male de balê
Itapuã ano 2000 é perto da boca do rio
Itapuã ano 2000 é perto da boca do rio
Na praça dorival caymmi
Celebra-se agora o que há de moderno
O funk avariado, o afoxé amplificado
O samba-reggae distorcido e sampleado
Itapuã ano 2000 é perto da boca do rio
Itapuã ano 2000 é perto da boca do rio
Diz o pequenino e milionário reclame
Colado ao lado do trio
“beba coca-cola, beba cloaca,
Babe o caos, beba coca”
Acarajé, acarajé com, coca-cola
Num sombreiro parabólica
Acarajé, acarajé com coca-cola
Num sombreiro, antena parabólica
Putas de win wenders, junk´s tarantino,
Santas de greenway, kikas de almodóvar
Desfilam se beijam se banham de tanga,
Se benzem, no mar do odoyá
Olha quem vem chegando fazendo
Trazendo barulho pra praça principal
É o trio elétrico veiculo sonoro visual
Itapuã ano 2000 é perto da Boca do Rio
Itapuã ano 2000 é perto da Boca do Rio

DOMINGO SANGRENTO EM ITAPUÃ – LIBERA O BADARÓ
Música: U2
Versão brasileira: Márcio Nigro, Dublasom Guanabara
Sim… Badauê…
Nas notícias não consigo acreditar,
Não posso fechar meus olhos
e fazer isso apagar…
até quando?
até quando vamos cantar tal canção?
até quando, ‘té quando...
Esta noite... podemos ser apenas um,
Esta noite...
Garrafas quebradas nos pés de crianças,
Nas ruas sem saída eu vejo as matanças.
Não ouvirei o chamado pra batalha,de todo esse mundo
Isso bota minhas costas de costas pra muralha.
Domingo, sangrento domingo,
Domingo, sangrento domingo,
Domingo, sangrento domingo.
E a batalha apenas começou,
Há muitos perdidos, mas diga, quem ganhou?
A trincheira cavada em nossos corações,
Separados à força, mães, irmãs e irmãos
Domingo, sangrento domingo,
Domingo, sangrento domingo.
até quando?
até quando vamos cantar tal canção?
até quando, ‘té quando...
Esta noite... podemos ser apenas um,homen
Esta noite...seremos felizes para sempre
Domingo, sangrento domingo,feliz
Domingo, sangrento domingo,feliz

COQUEIRO DE ITAPUÃ – CAETANO VELOSO

Coqueiro de Itapoã, coqueiro
Areia de Itapoã, areia
Morena de Itapoã, morena
Saudade de Itapoã, me deixa
Oh vento que faz cantiga nas folhas
No alto do coqueiral
Oh vento que ondula as águas
Eu nunca tive saudade igual
Me traga boas notícias
Daquela terra toda manhã
E joga uma flor no colo
De uma morena de Itapoã
Coqueiro de Itapoã, coqueiro
Areia de Itapoã, areia
Morena de Itapoã, morena
Saudade de Itapoã, me deixa
Me deixa, me deixa

SAUDADE INOCENTE – GRUPO PIXOTE

Sou teu xodó
Morena de itapuã
tô com saudade vem me visitar
As ondas desenham teu rosto na areia
A brisa me trás teu perfume no ar
Tamanha saudade inocente que dá
Do cafuné, do sussurro, do sorriso
Da morena tentação
Do remelexo, do chamego, do umbigo
Meu benzinho tô de fogo muito louco de amor
Eu tô que tô
Venha pro lado de cá
Tem sol pra te aquecer
Assim eu vou te amar
Morena meu bem querer

TRECHOS:

“Pegue um coração cheio de alegria
E toda a magia de uma tarde em Itapuã.
Ponha compreensão no seu dia-dia,
E o ruim de hoje deixe pra fazer amanhã.”
Receita de vida – TOQUINHO

“No farol de Itapuã,
O baiano transformou o trio elétrico, em atômico
Pelo mundo se espalhou”
Quando o Chiclete passar – CHICABANA

“Quero eu, um dia aqui poder voltar
E curtir no por do sol de Itapuã
Junto ao farol e as velas no mar
Te dar um beijo e deitar, deitar voçe na areia amor
E te amar”
Amor Cigano - MAVERICK
“No farol de Itapuã
O baiano fez o seu trio elétrico
Trouxe luz e som, pelo mundo se espalhou”
Eu fui atrás de um caminhão – CHICLETE COM BANANA

“Deixei minha linda na praia de itapuã
Esperando o sol se abrir
Pra dourar seu corpo nú
São salvador
Festa na Bahia – CHICLETE COM BANANA

http://www.youtube.com/watch?v=2dOafY5cEbk TARDE EM ITAPUÃ
http://www.youtube.com/watch?v=5a96951I2mE ITAPUÃ
http://www.youtube.com/watch?v=X3N06uxiDyU ITAPUÃ ANO 200
http://www.youtube.com/watch?v=ZbDMIr1nEqc COQUEIRO DE ITAPUÃ

Turma: 3ºA
Amanda Souza
Flora Vaquer
Rafaela Bandeira
Ruan Lopes

Esculturas e Simbolos de Itapuã



SEREIA DE ITAPUÃ

Um dos principais símbolos do bairro, o monumento da sereia está localizado em um ponto central, no cruzamento entre as Avenidas Otavio Mangabeira, Dorival Caymmi e a Rua Aristides Milton. O monumento foi construído pelo artista plástico Mario Cravo em homenagem aos pescadores e aos elementos que identificam o mar. A sereia mede aproximadamente 1,5m, é feita de ferro batido, pintada de prata e assentada em uma pedra de granito. O monumento foi instalado em 1958, quando existia uma placa escrita “Bem vindo a Salvador” em 5 idiomas (português, francês, alemão, inglês e italiano). A placa e a sereia foram retiradas com o projeto de Valorização da Orla, sendo reposta depois de seis meses apenas a sereia.



ESTÁTUA DE BRONZE DO POETA VINICIUS DE MORAES

A estátua foi encomendada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) ao artista plástico Juarez Paraíso, que contou com a participação de Márcia Magno, Renato Viana e Paula Magno na obra.



FAROL DE ITAPUÃ

Em 1873, sobre a Pedra da Piraboca, o Engenheiro Zózimo Barrozo construiu, para sinalizar bancos de areia ali existentes e orientar a navegação marítima de Salvador, um Farol com 21 metros de altura, originalmente pintado de roxo-terra que emitia uma luz fixa branca, facilitando assim a navegação de embarcações que vinham de longe. Apresenta a forma de uma torre, toda em ferro fundido. Em 1939 passou a ser pintado em faixas horizontais de cor branca e laranja e, em 1950, sua pintura foi novamente modificada para o branco e vermelho, cores que mantém até hoje.

METAMOFORSE DOS HABITANTES DA LAGOA

A escultura “Metamorfose dos habitantes da lagoa”, de Calasans Neto, estava localizada no pé da ladeira do Abaeté. A obra era considerada patrimônio da cidade e, de acordo com o MP, deveria ser isolada para evitar acidentes durante o período de restauração, o que não aconteceu. O objeto foi demolido.

3º A
Camila Fabrícia
Carleide Brito
Eni Dalis
Flaviane Teixeira
Isamara Neri
Jonathas Wesley

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Homenagem a professora Karina


Você se foi, mas não morreu, pois toda a sua alegria, garra e vontade de viver será exemplo para cada um que teve o prazer e o privilégio de te conhecer.
Sua alegria, disposição e otimismo contagiante sempre estará presente na vida dos seus amigos.
Você não foi apenas uma professora, você foi a colega, a amiga, a companheira, um exemplo de força, coragem, mas principalmente de muito amor e perseverança.
Você passou para o Plano Divino, mas estará sempre presente no meio de nós.
Sentiremos saudade, não apenas da colega, mas da pessoa incrível e maravilhosa que você sempre foi.

domingo, 29 de agosto de 2010

Destas Populares




Lavagem de Itapuã
Tradicional festa popular que antecede o carnaval de Salvador
A tradicional Lavagem de Itapuã, festividade que antecede o carnaval da capital baiana é celebrada no bairro de Itapuã. A comemoração é uma das mais antigas Festas Populares de Salvador e é um dos eventos realizados em louvor a Nossa Senhora da Conceição de Itapuã. A comunidade organiza diversas atividades que acontecem durante praticamente o dia todo.

Os moradores do bairro começam a ser acordados às duas da manhã ao som de violas, banjos e bandolins. Às cinco horas, a alvorada com fogos anuncia a pré-lavagem das escadarias da igreja. Como manda a tradição, durante a manhã, a festa é embalada pelos blocos de chão, como “As Donzelas”, “Galera do Mar” e o tradicional “Malê Debalê”. Muitas barracas são montadas nas ruas e os foliões seguem a festa ao som dos trios elétricos. A lavagem oficial das escadarias acontece ao meio dia.


Para quem não conhece, a Lavagem de Itapuã é um dos muitos eventos realizados em louvor a Nossa Senhora da Conceição de Itapuã. Este ciclo festivo tem início com uma novena seguindo-se de outras celebrações organizadas pela comunidade católica, como a procissão de Nossa Senhora da Conceição que percorre diversas ruas do bairro.
A lavagem das escadarias da igreja é uma manifestação do sincretismo religioso da cidade, reunindo católicos e adeptos dos cultos afro-brasileiros. Esta manifestação é característica da Bahia, ou seja, ocorre em diversas partes do estado, sendo que a Lavagem do Bonfim é a principal delas.
As Ganhadeiras de Itapuã vem participando do cortejo da festa sempre homenageando uma personalidade local, como"Seo Menezes" um dos maiores incentivadores da cultura do bairro, buscando resgatar as antigas tradições culturais de Itapuã.
Em Itapuã, até os anos de 1940, quando a localidade ainda era uma pequena aldeia de pescadores, dois grupos se destacavam na manutenção do povoado eram os pescadores e as ganhadeiras – remanescentes do período da exploração baleeira. Cabiam aos pecadores a captura dos peixes e grande parte da comercialização do pescado era feito pelas mulheres ganhadeiras. Devido ao isolamento em que se encontrava a aldeia à época, essas mulheres caminhavam cantando, por dezenas de quilômetros pela praia, com as gamelas na cabeça carregando os produtos (peixes, frutas, cocadas, moquecas de folha, etc.) para serem comercializados na Baixa dos Sapateiros e outros pontos da cidade do Salvador.
Até aquela época a Lavagem de Itapuã era comandada pelos pescadores e pelas ganhadeiras. Mas, com o crescimento do bairro a festa começou a se descaracterizar, inclusive com a introdução do trio elétrico. Hoje após um forte movimento, foi retirado os trios elétricos e há a busca das antigas tradições locais.
O cortejo sai as 11h00min da manhã da Praia de Piatã e percorre parte da orla de Itapuã (cerca de 2 quilômetros) indo até a porta da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde acontece a lavagem das escadarias. As Ganhadeiras estarão vestidas com suas belas saias coloridas, incensando a rua e distribuindo água de cheiro para todos os presentes. Há muito samba de roda.

O grupo já comemorou também a sua premiação no “Premio Culturas Populares 2007 – Mestre Duda 100 Anos de Frevo” concedida pelo Ministério da Cultura, através da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural.
Colégio Estadual Rotary
Aluna : Micaele dos Santos turma: 3º A

Danças





As Ganhadeiras de Itapuã
As Ganhadeiras de Itapuã é um grupo cultural que foi constituído com a finalidade de resgatar as tradições culturais de Itapuã, especialmente para homenagear as antigas ganhadeiras da época em que o bairro ainda era uma pequena vila de pescadores. O grupo foi batizado com este nome também para homenagear as mulheres negras ”ganhadeiras”, escravizadas ou libertas, que no século XIX viviam do ganho, ou seja, da venda de produtos alimentícios transportados na cabeça, dentro de tabuleiros e gamelas em várias cidades do Brasil.

O trabalho do grupo é um belo musical, que envolve cantigas, cirandas e o samba de roda praieiro de Itapuã. Estes ritmos compõem a base do espetáculo que busca contar um pouco do que era o jeito de ser e de viver do itapuãzeiro*. O grupo é composto por mulheres, homens e crianças com idades que variam entre 08 e 77 anos. São lavadeiras, baianas de acarajé, domésticas, donas de casa, costureiras, músicos, professores, produtores e estudantes.

As Ganhadeiras de Itapuã já se apresentaram por 02 vezes em Festivais de Cultura Popular realizados no estado de Goiás: no Encontro Afro-Goiano – (Sebrae-Go) – em maio de 2006 e no VII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em julho de 2007. Participou do “Show das Águas” ao lado de Margareth Menezes, Mariene de Castro, Gerônimo e Saul Barbosa, no Teatro Castro Alves - Salvador-Ba. Realizou a abertura do show do percussionista Gustavo Di Dalva, durante o 13º PERCPAN, também no Teatro Castro Alves, em Salvador.

Em dezembro de 2007 o grupo recebeu o Premio Culturas Populares 2007 – Mestre Duda 100 Anos de Frevo, concedido pelo Ministério da Cultura do Brasil. E em 2008 o grupo participou da mini série Ó Pai Ó da Rede Globo de Televisão, ao lado do ator Lazaro Ramos e do elenco do Bando de Teatro Olodum.

Malê de Balê
Ê, no som do Malê
È no Malê-Debalê
Que eu vou me embalar
Lá no Malê-Debalê
Que Ogum fez o seu gongá
È lá que se vai bater pra esse orixá
No toque do Adarrum
O povo vai rodear
Chamando a nação pra ouvir o som Ijexá
Obá-Logum, Oramiã, Ogum-de-Lê
Deija descer toda falange
Ogum Maiê, Ogum Mejê
Ogum Beira-mar
Me dê licença e permissão paea dançar
Ogum Maiê, Ogum Mejê
Ogum Beira-mar
Me dê licença e permissão paea dançar

O Malê Debalê é um bloco-afro de Carnaval da Bahia em Salvador (Bahia).
Carlos Eduardo Carvalho Dirigente do Bloco
O bloco conta com cerca de quatro mil integrantes e foi fundado em 23 de março de 1979 por um grupo de moradores de Itapuã que tinham o desejo que seu bairro pudesse participar do carnaval de Salvador, capital do Estado da Bahia.
Criado com inspiração na população descendente dos Malês povo de origem africana de religião muçulmana que lutaram na Revolta dos Malês contra o sistema escravocrata brasileiro O Malê Debalê é uma dos blocos afros mais antigos de Salvador. Fundado em 29 de março de 1979, a entidade nasceu no bairro de Itapuã com o intuito de ajudar a população carente local e de levar o carnaval a um lugar distante do centro. O movimento negro, que começava a se fortalecer na época, foi o principal motor para o crescimento do Malê. O festejo de Momo é o momento de consagração para o bloco. A dança e vestes traduzem o tema escolhido. como no carnaval, que completou os 120 anos da Lei Áurea, lembrados de forma crítica, já que a libertação dos escravos não foi seguida de uma contrapartida governamental de ajuda àquelas pessoas

Lagoa do Malê

Um dos mais importantes blocos afros de Salvador, o Malê Debalê, nasceu nas areias do Abaeté. Antes de ser uma agremiação carnavalesca, o bloco possui um trabalho de resgate histórico e das tradições do candomblé, repassando a história do povo negro para os integrantes e toda a comunidade do bairro de Itapoã. O próprio nome Malê Debalê é uma referência à Revolta dos Malês, manifestação em prol da liberdade que aconteceu na Bahia escravocrata do início do século XIX. O levante dos Malês aconteceu na madrugada de 25 de janeiro de 1835, e só acabou depois de muitas horas de luta pelas ruas do centro de Salvador.
A entidade tem uma função social que vai além do colocar o bloco nas ruas a cada Carnaval. "Nos últimos sete anos conciliamos as atividades dos blocos com parcerias que envolvem a comunidade e com isso temos conseguido executar muitos dos programas do Malê", explica Cícero Antônio, diretor musical do Malê Debalê. São projetos como escolas de dança e de informática para a comunidade, cursos para formar lideranças, dentre outros. Cerca de 200 crianças com idade até 12 anos aprendem dança e percussão com professores voluntários no Malezinho. A entidade ainda encaminha jovens para cursos profissionalizantes no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia.
Abrir alas para ver o Malê é encontrar um trabalho de resgate da tradição negra na cultura baiana e das histórias de Itapoã
Colégio Estadual Rotary
Alunos Claudia Andrade, Emmanuela Boaventura, Isa Oitaven, Juarez Teles , Marcelo Jorge, Micaele dos Santos e Rebeca Vasconcelos
Turma 3ª A
Trabalho sobre danças existentes no bairro de Itapuã

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dica Cultural

Exposição TUDOMUTA: Cufa Itapuã investe em ações ambientais

Reciclar a vida e o cotidiano. Desde 2008, a Central Única das Favelas (Cufa) de Itapuã vem investindo em ações de melhoria social na vida dos moradores do bairro, preocupando-se com o aumento da auto-estima dessa população e na criação de possibilidades de geração de emprego e renda. Para isso, a Cufa Itapuã conta com a magia manual do artista Jorge Mutação, que há seis anos vem desenvolvendo trabalhos com sucata, construindo esculturas e cenografias.

Jorge Mutação é integrante do Coletivo Cufa Itapuã desde 2009 e realiza atividades relacionadas à arte e ecologia com moradores da comunidade. O trabalho executado mostra seus frutos na Exposição TudoMuta, cuja abertura será dia 20 de agosto, a partir das 19h, na Casa da Música (Parque Metropolitano do Abaeté). A exposição contará com a apresentação musical das bandas Mensageiros do Vento e Borrados. A entrada é gratuita.

Para Analu Franca, coordenadora da Cufa Itapuã, a exposição reflete a crescente mudança de atitude em perceber que a reciclagem faz parte da vida cotidiana do nosso povo. “O esforço inclui mudanças de atitudes e envolve uma quantidade crescente de atores. Retratados pela sensibilidade artística de Mutação essas peças exibem orgulho e auto-estima. Estampam sorrisos. E conquistam novas perspectivas de vida, graças à reciclagem em expansão”.

A exposição se estende até o dia 03 de setembro, encerrando conjuntamente com o aniversário da Casa da Música, seguida de plantio de mudas e Jam Session, às 16h e 19h respectivamente.

Programação
20 de agosto, 19h: Abertura da Exposição (show com Mensageiros do Vento e Borrados)
22 de agosto, 14h: Oficina de Reciclagem “Composição de instrumentos musicais de sucata)
03 de setembro: Encerramento da Exposição (16h – Plantio de Mudas; 19h – Jam Session)
Acessem o Blog casadamusicabahia.wordpress.com

CONTATOS:
(71) 3116-1511 - Casa da Música
casadamusica.funceb@gmail.com